sábado, 30 de maio de 2009

A Crise Economica eo Keynesianismo

O Keynesianismo e a Crise econômica

Desde setembro de 2008, quando o banco de investimentos Lehmann Brothers quebrou nos EUA, muito se vem discutindo sobre o que acontecerá com o capitalismo, se ele irá acabar ou se sua essência liberal vai se dissolver, criando um estado que intervirá fortemente em todos os setores, principalmente a economia.
Sinto dizer aos socialistas de plantão que, ainda não é a hora de comemorar o fim do capitalismo. Esta crise atual que vivemos, mostra o quanto a intervenção do governo atrapalha o desenvolvimento econômico em geral e a mesma acaba criando crises. Mas esperem, foi o estado que começou com a crise? Sim, foi.
Voltando a 2001, nas eleições presidenciais dos EUA, tínhamos dois candidatos, Al Gore (Democrata) e George W. Bush (Republicano). O partido democrata sempre seguiu a linha de pensamento de John Keynes (economista britânico). Ou seja, intervencionismo do estado na economia enquanto o partido republicano tinha mais simpatia pelo liberalismo de Friedman, com intervenção mínima do estado na economia. Porém, na eleição de 2001 George Bush, até então liberal convicto, fez uma proposta de campanha eleitoral: o norte americano teria o sonho da casa própria realizado, com subsídio do governo.
Bush ganhou as eleições de 2001 e, diferente do nosso país, quando um político promete, normalmente faz. E ele fez. Bilhões de dólares saíram das reservas dos EUA, para servirem de credito em vários bancos e empresas imobiliárias, como a Fannie Mae e a Freddie Mac. Milhões de americanos tinham acesso a este crédito e esses milhões, realizaram o sonho da casa própria.
O grande problema dessa história, é que a economia é uma maquina que gira como um relógio de pêndulo. Se você coloca mais peso, ele se desregula. E foi isso que o estado fez, colocou mais peso onde não devia: mais dinheiro numa economia que estava regulada.
Lembram do Paul? Aquele do meu outro texto? Ele conseguiu seu crédito graças à enxurrada de dólares federais nesse setor. Mas como volto a dizer, todos tiveram a mesma idéia do Paul: pegar o crédito do governo, comprar uma casa, reformá-la, e revendê-la. E continuar assim, comprando e revendendo, enriquecendo, e pegando mais e mais dinheiro do credito do governo para as reformas e compras de casas, aumentando ainda mais o esquema, uma bolha.
Aconteceu que o mercado ficou saturado de casas para vender e ninguém para comprar pois o mesmo crédito que o governo tinha dado aos bancos, estava agora, podre! Não valia nem ¼ do que era antes. O sonho de todo americano ter sua casa se transformou em desastre.
Mas por quê? Ganância capitalista? Não. O governo simplesmente ofereceu crédito aos bancos, que abaixaram a taxa de juros para crédito imobiliário, já que esse crédito era subsidiado pelo estado. Assim, milhões de americanos (incluindo nosso amigo Paul) pararam de gastar, pois simplesmente o crédito sumiu, evaporou-se. Agora, o governo dos EUA e Europa vêm estatizando bancos e outras empresas, ao invés de deixar a economia se auto-regular. Só espero que daqui a 50 anos, ao olhar para trás, possa ser percebido que isto não foi um grande erro.

Humberto Pereira Gonçalves Cimino

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